Aprendizagem têxtil no Chaco, Argentina
DOI:
https://doi.org/10.35588/estudav.v0i34.4828Palavras-chave:
aprendizagem, tecido, Chaco, entramado, mercantilizaçãoResumo
Será analisado o processo de aprendizagem das tecelãs de três coletivos dos povos wichi e qom, nas localidades de El Sauzalito, Misión Nueva Pompeya e Fortín Lavalle, e sua relação com agentes de fomento artesanal e com tecelãs das cidades de Resistencia e Corrientes, na Argentina, aplicando o método etnográfico. A coleta de informações, alternando com períodos de sistematização e reflexão sobre o material reunido, ocorreu entre agosto de 2012 e agosto de 2018. Vários elementos participam da fabricação de um tecido para venda. Nessa mistura, a tecelã se envolve a ponto de se encontrar em parte no tecido que fez. O olhar, o pensamento, o movimento e o sentimento se destacam nessa atividade, que ao mesmo tempo em que faz o tecido, faz a tecelã. E o próprio passo a passo do tecelagem tem uma qualidade normativa que antecipa o tipo de forma a ser desenvolvida, embora não sem se combinar com uma busca, com um desejo.
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